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OFICINA DE CONHECIMENTOS LIVRES DOS TELECENTROS DO COEP NA PARAÍBA

APRESENTAÇÃO As novas tecnologias da informação e da comunicação vem assumindo um papel de centralidade cada vez maior na sociabilidade humana. O advento de novas formas de organização social coloca as tecnologias da informação como pilar central e estruturante do que passou a ser conhecida como Sociedade da Informação. O protagonismo das Tecnologias da Informação pode ser comprovado e entendido dentro do contexto da convergência tecnológica, fenômeno que tem provocado a digitalização e junção de serviços, formas de produção, meios de comunicação, modelos de construção e gestão coletiva do conhecimento, no universo digital. É impressionante a velocidade da evolução e transformação que assistimos nas últimas décadas. Passamos da era do papel para o arquivo de texto, do analógico ao digital, do LP ao cd e dvd, das enciclopédias às paginas de consulta na internet. A revolução digital , através das suas múltiplas possibilidades, conseguiu inserir no cotidiano novas tecnologias, novas formas de sociabilidade. No entanto, toda a estrutura de constituição, e desenvolvimento dessa plataforma tecnológica não conseguiu se desvencilhar dos modelos de produção e desenvolvimento capitalistas, e carregaram no bojo da sua evolução as marcas da exclusão e concentração. Se por um lado as possibilidades oferecidas pela internet oferecem novos modelos de organização social, de acesso a infinitas fontes de informação, demonstrando um tom plural e democrático, por outro, quando nos referimos ao acesso às possibilidades oferecidas, percebemos o quanto as novas tecnologias estão acessíveis a um público cada vez mais restrito, enquanto a maior parcela da população permanece na situação de exclusão digital. Superar esse estágio de exclusão é de fundamental importância para inserção do cidadão no universo das novas tecnologias. Mas é necessário que se entenda um processo de inclusão digital de um ponto de vista mais amplo, que supere a dimensão do oferecimento de acesso ou do treinamento para o mercado de trabalho. É necessário que um processo de inclusão digital seja entendido em diversos estágios que conduzam a população a uma situação de acesso, uso e apropriação popular e democrática das tecnologias da comunicação e informação. Para que esse estágio de inclusão digital seja alcançado é fundamental a intervenção dos poderes públicos com políticas de inclusão. Neste quadro, o Governo Federal vem implementando diversas iniciativas de apropriação popular e comunitária das novas tecnologias, orientadas por uma concepção mais ampla de Inclusão Digital. Estas iniciativas têm em comum o uso da tecnologia não como um fim em si, mas como potencializadora, da formação educacional, da produção e difusão da cultura local, do fortalecimento das organizações sociais de base e da potencialização de projetos de desenvolvimento sócio-econômicos. O programa GESAC – Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão – iniciativa do Ministério das Comunicações, tem buscado atuar na criação de um processo consistente de Inclusão Digital, capaz de estabelecer condições para articulação e formação de uma rede de conhecimento solidária, cujo eixo principal contempla a utilização das tecnologias de informação e comunicação. Instalado atualmente em mais de 3200 pontos de acesso, o programa GESAC pode ser considerado o maior programa de Inclusão Digital da América Latina. Oferece uma plataforma de serviços pela internet, além de ser um programa estruturante, já que provê conexão via satélite à internet para escolas, comunidades carentes, indígenas, quilombolas. rurais, etc. O programa GESAC tem buscado conhecer a realidade da exclusão digital nas comunidades onde esta instalado, e através do trabalho dos implementadores sociais, da equipe de relacionamento comunitário, e da equipe técnica do programa, buscado desenvolver estratégias de ação que conduzam a boa utilização da conexão disponibilizada, e o acesso aos serviços oferecidos através do portal www.idbrasil.org.br. A realidade tem mostrado que a viabilidade de uma estratégia de intervenção governamental como essa só terá validade se for atingido diversos níveis de ação, desde a instalação das redes de transmissão de dados, disponibilização da infra-estrutura física e do maquinário necessário, da capacitação dos usuários e responsáveis pelos pontos de presença, e o envolvimento da comunidade e dos poderes públicos locais e da iniciativa privada. JUSTIFICATIVA O Comitê de Entidades no Combate a Fome pela Vida, que tem hoje forte atuação em comunidades do “Semi-Árido” brasileiro, vem trabalhando nas comunidades rurais buscando minimizar os efeitos da fome causado muitas vezes pelas condições climáticas locais. Até então o trabalhado era voltado mais para geração de emprego e renda, foi quando surgiu uma nova demanda das comunidades, a necessidade de informação e comunicação mais acessíveis a todos os comunitários, vale salientar, que a grande maioria não possuíam se quer telefone públicos para se comunicarem com a cidade e com parentes distantes. Diante do exposto o COEP, através de parcerias com o GESAC conseguiu implantar Telecentros de informática nas comunidades de sua atuação, permitindo as comunidades beneficiadas acesso a Internet em banda larga 24 horas por dia via satélite. Com a expansão do projeto outras comunidades estão sendo beneficiadas. No Agreste da Paraíba, onde tudo teve início. Já existem três pontos de presença em funcionamento, as comunidades beneficiadas são do assentamento Margarida Maria Alves I, comunidade Pedra de Santo Antônio e Uruçu, localizadas respectivamente nos municípios de Juarez Távora, Alagoa Grande e Gurinhém – PB. A realização da oficina é justificada, pelo fato da necessidade de aquisição de conhecimentos capazes de proporcionar ás comunidades, otimização no uso desta grande ferramenta que hoje está ao seu alcance, além de aumentar a relação entre as comunidades e destas com o GESAC. OBJETIVO GERAL Realizar capacitação para o uso intensivo e qualificado da conexão a internet e migração de todas as maquinas para software livre. ESPECÍFICOS Aprimorar a compreensão do papel das Tecnologias da Informação na Sociedade da Informação; Gerar conhecimento compartilhado entre os participantes; Estimular a formação de redes de conhecimento e articulação popular; Estímulo a compreensão da filosofia do Software Livre e treinamento para sua utilização. Estimulo a produção e difusão da cultura local. SOBRE A CAPACITAÇÃO DATA DA OFICINA: 25 A 30 DE JUNHO DE 2007 LOCAL: Associação dos Trabalhadores Rurais de Pedra de Santo Antonio - alagoa grande - pb As capacitações realizadas pelo GESAC tem um perfil bastante particular. São momentos bastante diferenciados dos cursos de computação convencionais, e abrangem temas relacionados não somente a parte técnica, mas desenvolvem toda uma discussão acerca de temas relacionados a Inclusão Digital e desenvolvimento social das comunidades atendidas pelo Programa. Para que uma capacitação do GESAC consiga atingir todo seu conteúdo, é necessário que sejam disponibilizados pelo menos uma semana de atividades, na qual serão trabalhados conteúdos técnicos de uso e configurações para o uso das Tecnologias da Informação, além de questões teóricas. A capacitação está dividida em três momentos diferenciados: No primeiro são feitas discussões e oficinas acerca da filosofia do programa, da realidade do ponto de presença, sua gestão e utilização. No segundo momento, os multiplicadores participam de oficinas onde são trabalhados temas relacionados a instalação e configuração da conexão e das máquinas, sempre utilizando da tecnologia de Software Livre, e servindo para formação de responsáveis por solucionar problemas técnicos simples e bastante comuns aos pontos de presença. As oficinas avançadas de uso da internet, criação e publicação de paginas Wiki, edição de áudio, e montagem de radio através da internet fazem parte do terceiro momento da oficina. Segue abaixo a relação de oficinas, separadas por tópicos, com a metodologia a ser empregada, e os materiais necessários para sua realização: TÓPICO 1 : O PAPEL DA INCLUSÃO DIGITAL E DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NA SOCIABILIDADE HUMANA Inclusão Digital A palavra está em alta: todos falam da tal inclusão digital. Mas o que quer dizer isso na prática? Nesta oficina pretendemos abordar todas as questões que envolvem a apropriação das novas ferramentas por uma comunidade e porque isso deve ser feito como uma questão de política pública. Tópicos: O que é isso; Porque deve ser tratada como política pública; O Software Livre nisso tudo; Novos horizontes a partir das TICs; Desmistificação do uso do computador: geração de renda, cursos a distância e politização; Gestão do ponto GESAC Uma conversa com todas as pessoas envolvidas sobre a necessidade de que se crie uma forma democrática de gestão do ponto. Pretende-se mostrar a necessidade de auto-organização, mostrar que as iniciativas de cada um envolvido nesse processo é a principal força do PP. Uma dinâmica pode mostrar como solucionar problemas e conflitos nos conselhos gestores. Tópicos: Cidadania e organização; Garantia de uma espaço democrático para a tomada de decisões; Questões das dificuldades de adequação física e funcional para os requisitos do programa; Papéis do administrador do ponto, monitor, técnico e usuários; Envolvimento da comunidade; Importância da integração do ponto de presença e da comunidade; Como é o uso do espaço do ponto de presença pela comunidade; Segurança e apropriação do espaço, sentimento de pertencimento; Grade de horário e uso livre; Manutenção do espaço; Metodologia: Conversa sobre o tema + dinâmica. Recursos pedagógicos: cada grupo tem que realizar alguma coisa e são combinado papéis entre algumas pessoas de cada grupo para representarem alguns tipos conhecidos que acabam atrapalhando a gestão de um grupo: o mandão, o que não faz nada, o que só reclama, o que quer tudo da sua forma, etc...) Software livre O uso de sistema operacional e aplicativos livres constitui – se como pilar central de um processo de inclusão digital consistente. Através do uso de sistemas e aplicativos livres, é possível realizar uma real apropriação tecnológica por parte da pessoas atendidas pelas politicas publicas de inclusão digital. Mas não é só o uso técnico dos softwares que compõe esse cenário, sendo necessário uma boa explanação acerca do tema para que a filosofia colaborativa envolvida possa ser entendida. o que é software livre as liberdades do software livre por que usar software livre as distribuições e suas potencialidades Metodologia: seminário + debate acerca do tema TÓPICO 2 : MONTAGEM, CONFIGURAÇÃO E INSTALAÇÃO DE REDES E COMPUTADORES USANDO SOFTWARE LIVRE Instalação de Sistema Operacional Livre Nesta oficina o multiplicador aprenderá a instalar um sistema operacional livre. Tópicos: O que é uma distribuição; Instalação; O que são pacotes; Instalando programas: Apt, aptitude e repositórios; Usando software livre Explicação básica de como funciona o sistema operacional GNU/Linux. Pretende-se fazer uma navegação sobre a interface gráfica GNOME, e ensinar o básico dos aplicativos de internet e escritório. Tópicos: Interfaces gráficas: explorando o ambiente GNOME Navegador (Mozilla Firefox); Ferramentas de escritório Open Office; Mensageiro Instantâneo; Configurações básicas (teclado, mouse, telas, etc);

TÓPICO 3 : NAVEGANDO NA INTERNET E PRODUZINDO CONTEÚDOS Pesquisa de conteúdo e informação na rede Após a conversa sobre como funciona a internet, é chegada a hora da prática. O objetivo é com que as pessoas consigam buscar informações, sendo orientadas de sites de busca, possibilidades de busca, formas de encontrar o conteúdo mais rápido e tomar noção da dimensão da internet e seu potencial. Tópicos: Alcance da internet, universalização do saber; Meio para obtenção de produtos culturais; Cultura digital; Conscientização que cada um possui capacidade para produção de cultura, notícia, etc e o potencial disso se embasado na leitura crítica, conhecimento do funcionamento dos meios de comunicação, etc; Possibilidade de resgate de histórico; Ferramentas de busca; Taxonomia de pesquisa; Bibliotecas online (texto e imagens); Construindo paginas de internet em wiki A oficina tem o objetivo de construir uma pagina de internet que possa servir como referencia para o assentamento e para o ponto de presença. Através dessa página, pretende – se publicitar a historia do assentamento, e o modo de vida e de organização das pessoas que nele residem. Tópicos por que ter uma página na internet produção de conteúdo o que é o wiki?? estrutura de uma página da wiki definição de layout da página criação da página publicação da pagina usando o oca.idbrasil.org.br Metodologia: Os participantes serão divididos em equipes responsáveis pela elaboração dos conteúdos e pela definição do layout da pagina. Logo após será construída a pagina utilizando o sistema colaborativo wiki. Produzindo e disponibilizando arquivos de áudio Serão produzidos conteúdos de áudio em múltiplos formatos: musicas de alguem da comunidade, remixes de músicas, programa de rádio, conteúdo jornalístico. A idéia central e demonstrar as múltiplas potencialidades do computador e da utilização de editores e softwares de áudio de código aberto. Os arquivos produzidos deverão ser publicitados através da transmissão por web radio e com a hospedagem dos arquivos em servidores independentes Tópicos: usando o jack conhecendo os editores ardour e audacity capturando áudio editando áudio exportando em diferentes formatos publicando o áudio produzido na internet transmitindo ao vivo pela internet Rádio comunitária o que é uma radio comunitária comunitária, livre, ou pirata??? entendendo os conceitos de rádio montando rádio comunitária: instalação da antena, e operação dos equipamentos montando a grade de programação produzindo programas de rádio com a comunidade. Retirado de "http://oca.idbrasil.org.br/wiki2/index.php/Wiki_Oficina_COEP_Paraiba"

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